
Corinthians projeta temporada de G6, mas evita transformar isso em meta
O Corinthians projeta terminar o Campeonato Brasileiro de 2026 entre os seis primeiros colocados. Ao planejar a temporada, porém, a diretoria optou por não estabelecer metas esportivas formais no orçamento apresentado aos conselhos do clube, numa tentativa de ajustar expectativas ao longo do ano.
ORÇAMENTO SEM METAS ESPORTIVAS
Diferentemente do que costuma ocorrer, o clube não incluiu projeções esportivas no orçamento enviado aos Conselhos Fiscal, de Orientação e Deliberativo no fim de 2025.
Apesar disso, membros da diretoria afirmam nos bastidores que a expectativa é que o time encerre o Brasileirão de 2026 no grupo dos seis primeiros colocados. Até mesmo o presidente Osmar Stábile adota esse discurso.
As demais competições não foram estimadas justamente por serem disputadas em formato de mata-mata, o que dificulta projeções mais objetivas.
A ausência de metas formais tem como pano de fundo a experiência da temporada passada. Em 2025, o Corinthians superou a previsão na Copa do Brasil -cuja meta era chegar às quartas de final-, mas ficou aquém no Brasileiro, cujo plano era terminar entre os oito primeiros e o clube fechou na 13ª colocação.
O desempenho no Campeonato Brasileiro, especialmente a queda nas últimas rodadas, gerou forte cobrança dos conselhos sobre o departamento de futebol, principalmente pelo impacto financeiro da perda de posições na tabela. Essa pressão interna foi um dos fatores que pesaram na saída do então executivo de futebol Fabinho Soldado.
FOCO PASSA A SER FINANCEIRO
Para 2026, o principal desafio da diretoria é manter o nível do elenco mesmo com a redução de cerca de 30% no orçamento do futebol.
O plano financeiro foi aprovado no fim do ano passado com a sinalização de que haverá fiscalização mais rigorosa sobre gastos e resultados.
A diretoria reconhece que precisará promover vendas e ajustes no elenco, mas trabalha para que isso não represente uma queda significativa de competitividade.
A estratégia é preservar a espinha dorsal do time e manter a comissão técnica, liderada por Dorival Júnior, como forma de sustentar um desempenho compatível com a briga por G6, mesmo em um cenário de contenção financeira.


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